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Apresentação


O Clube Celtas do Minho é resultado da união da extinta Secção dos Celtas de Lovelhe da Associação Desportiva, Recreativa e Cultural de Lovelhe e do extinto Grupo Juvenil de Caminha. Em 24 de Março de 1997 é fundado o Clube, essencialmente orientado para a promoção e prática das actividades desportivas e recreativas de montanha.

Pouco a pouco, com um maior conhecimento do meio e uma preocupação crescente pela conservação dos espaços de Montanha, o Clube vai sentido a necessidade de lutar pela defesa da fixação e da melhoria do bem-estar das comunidades de montanha. Dentro desta preocupação, o Clube lança-se, a partir de 2001, em projectos de valorização da Montanha, sendo exemplos: o Centro de Interpretação da Serra d’ Arga, a organização do Forum Ibérico da Montanha (onde se impulsionou a criação da Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada) e mais recentemente, o Refúgio de Montanha da Serra d’ Arga.

Hoje, os Celtas do Minho, tal como outras associações lutam pela sua sobrevivência, prosseguindo na luta pela conservação e valorização dos territórios de Montanha, sem nunca porem de parte os seus objectivos fundadores.

 

OBJECTIVOS ESTATUTÁRIOS

 

Art.º 2.º - Os fins da Associação, que não são lucrativos, mas objectivamente sociais, são:

  1. A promoção e prática de actividades desportivas, recreativas e culturais no âmbito da ecologia e protecção do património histórico, cultural e ambiental da região do Minho, nomeadamente dos distritos de Viana do castelo e Braga.
  2. Promoção de actividades no âmbito do Montanhismo.
 

Open Club Free Association

PROJECTO OCFA – Open Club Free Association

Enquadramento e Justificação

As bases do associativismo encontram-se patentes na cultura comunitária dos territórios rurais e, de modo mais marcante nas comunidades silvo-pastoris de montanha, onde os habitantes cooperavam entre si para o bem-estar de todos, sem que para tal existisse um conjunto de estatutos, regulamentos ou legislação. Desenvolvia-se assim, um território em harmonia, onde cada um dava de acordo com as suas condições, ora apoiando materialmente ora apoiando com serviço à comunidade, seguindo simples regras “de responsabilidade comunitária”, regras estabelecidas oralmente e as quais foram transmitidas e aplicadas de geração em geração. São vários os exemplos dessa cultura, tais como os fornos comunitários, as vezeiras, os baldios e as juntas de regantes.

Logo após a implantação do Estado Novo impuseram-se determinados limites, onde o facto de associar-se poderia ser confundido com partidarismo político e uma ameaça ao governo totalitarista e central. Após o 25 de Abril de 1974 e a instauração da democracia em Portugal, promoveram-se políticas e medidas governamentais de fomento do associativismo o que levou à proliferação de associações em todo o território com os mais variados objectos. A garantia da liberdade de associação mobilizou inúmeros jovens que se associavam por causas comuns: cultura, desporto e recreio. Os anos que se seguiram foram anos dourados para o associativismo português, onde os jovens com ou sem recursos procuravam as associações para poderem ter igual acesso às mais variadas regalias e condições de associado, baseado num intenso trabalho de voluntariado. Os anos seguintes, finais da década de 80 e princípios dos anos 90, assistimos ao gradual declínio do associativismo, motivado principalmente pela melhoria das condições de vida que consequentemente, trouxeram outras solicitações mais apetecíveis, contudo mais individualistas, baseadas no consumismo e na independência financeira que conduziram no seu conjunto, à desmotivação pelo trabalho voluntário e ao desinteresse pelo movimento associativo. Este último fenómeno social levou à queda das associações ou a situações de quase inércia absoluta das diversas entidades, com uma baixa participação associativa sustentada em frágeis laços de responsabilidade comunitária.

 

Da Ideia ao Conceito

O Clube Celtas do Minho nasceu no período imediato que antecedeu à queda do associativismo e hoje, tal como muitas associações, vive de parcos apoios financeiros e luta pela sobrevivência, procurando desde sempre reverter a baixa participação dos seus associados e lutando por uma maior responsabilidade associativa por causas comuns. A sua localização geográfica insere o Clube num território rural de montanha, onde os níveis de participação ainda são mais reduzidos.

Sendo assim e procurando rumar contra a corrente, após profunda análise da situação associativa, os dirigentes do Clube resolveram aplicar um conjunto de medidas baseadas no ancestral modo de vida das comunidades de montanha, onde se primava a Livre Associação e a Responsabilidade Comunitária. Igualmente teve-se em consideração os bons exemplos seguidos pelas actuais comunidades de software livre e de sistemas operativos livres, tais como as diversas comunidades Linux e a GNU Foundation. Em concordância com estes exemplos propôs-se a alteração dos Estatutos do Clube, garantindo um clube aberto de livre associação e que esta atitude possa servir de motivação a que outras associações adoptem a mesma medida, daí a denominação geral de “Open Club – Free Association”.

 

Pressupostos

São pressupostos para a adopção da denominação de Open Club – Free Association:

  1. Garantir a Livre Associação a qualquer indivíduo sem discriminações de classe social, de raça, de religião, de política, de etnia, de nacionalidade, de sexo ou outras cuja discriminação atente à liberdade do cidadão.

  1. Permitir a livre associação sem que para tal exista a cobrança de qualquer quota ou jóia, garantindo a igualdade de acesso a todas as condições e regalias de associado.

  1. Garantir que as fontes de sustentabilidade da associação provenham unicamente da participação sem quotas dos seus associados, das acções de voluntariado e em donativos financeiros ou materiais. Apenas se admitem como patrocínios os apoios materiais ou financeiros cedidos por pessoas individuais ou colectivas não associadas à associação.

  1. Garantir que o suporte das Tecnologias de Informação e Comunicação seja assegurado por sistemas de tecnologia livre, nomeadamente de base Linux e da Free Software Foundation – FSF.

  1. Promover a edição de publicações sob a Licença da Creative Commons.

  1. Garantir a intercooperação voluntária entre as associações aderentes à OCFA, trabalhando em conjunto, promovendo a participação inter-associativa ao nível local, regional, nacional e internacional, promovendo as demais entidades aderentes.

  1. As associações aderentes à OCFA trabalham voluntariamente em prol do desenvolvimento sustentável das suas comunidades.

 

Objectivos

  • Promover o livre associativismo baseado na responsabilidade comunitária e na cultura de cidadania.

  • Promover a integração de todas as comunidades livres numa convergência baseada na cidadania e na responsabilidade participada.

  • Promover o espírito de voluntariado.

  • Promover uma acção social global entre todas as comunidades livres, permitindo o intercâmbio de conhecimentos, de capital humano e de tecnologia.


Medidas

  1. Criação de um Blog de promoção da OCFA.

  1. Divulgar a OCFA através do site e de outros meios de promoção.

  1. Promover ao nível nacional e internacional a OCFA junto de todas as associações.

  1. Reunir com representantes governamentais e propor os princípios da OCFA.

 

Justificação da proposta do logotipo

O Logotipo foi desenhado tendo por base um cristal de gelo, uma vez que tal como ocorre com os cristais de gelo, apesar das suas configurações geométricas serem diferentes unem-se para formar inicialmente em flocos para dar volume à neve, acabando finalmente por ter a força de uma avalanche. Assim cremos que será a força das entidades que adiram aos princípios básicos da OCFA.

 

Destaques

TOMA NOTA! JÁ ESTÃO DISPONÍVEIS AS DATAS PARA AS ACTIVIDADES DE 2010. PARTICIPA!

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